SÃO PAULO - O Santander Brasil (SANB11) anunciou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2011, reportando expansão de 17,5% de seu lucro líquido na comparação com o mesmo período de 2010, atingindo R$ 2,071 bilhões. Porém, o número não agradou analistas, que permanecem com uma visão cética em relação à empresa, sobretudo porque o índice de inadimplência aumentou no período.
Para Roberto Attuch e Fabio Zagatti, analistas do Barclays, o resultado do Santander não foi bom e isso pode afetar a confiança do mercado em suas ações. Um pouco mais otimista, Marco Antonio Ozeki Saravalle, analista da Coinvalores, explica que, apesar de o lucro do banco não ter sido expressivo, o Santander tem "um longo caminho" a percorrer para atingir um crescimento robusto em sua carteira de crédito e, consequentemente, impulsionar seus retornos.
Inadimplência: um peso
O peso maior, na avaliação do Barclays, ficou com o resultado da PCLD (Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa), que decepcionou - segundo a dupla, devido à deterioração da qualidade dos ativos. Além disso, o crescimento do crédito foi de 2,7%, inferior ao do Bradesco, que subiu 4,0%.
O peso maior, na avaliação do Barclays, ficou com o resultado da PCLD (Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa), que decepcionou - segundo a dupla, devido à deterioração da qualidade dos ativos. Além disso, o crescimento do crédito foi de 2,7%, inferior ao do Bradesco, que subiu 4,0%.
Para a dupla, as despesas também pesaram consideravelmente no período, em especial devido à integração com o ABN/Real. As despesas elevadas sugerem ainda que o crescimento do banco no País se dá a "um preço muito elevado".
Zagatti e Attuch ainda ressaltam que o Santander enfrenta algumas dificuldades em sua administração, como a falta de capacidade aumentar o market share do banco.
Esse conjunto de fatores negativos ofuscou o sólido crescimento da receita e das margens, segundo o Barclays. As proojeções dos analistas para o banco também não são das mais positivas. Segundo eles, a integração e problemas de tecnologia da informação impedem que o banco opere em capacidade máxima no País - e, de acordo com as indicações da matriz, os problemas não devem ser resolvidos tão cedo.
Recomendação
Mesmo com a dificuldade enfrentada pelo Santander e pelos números não tão satisfatórios, a Coin reafirmou, por hora, sua recomendação de compra para as units da empresa, focando em investimentos de longo prazo. "Lembrando que essa não é a nossa preferência no setor", adverte Saravalle.
Mesmo com a dificuldade enfrentada pelo Santander e pelos números não tão satisfatórios, a Coin reafirmou, por hora, sua recomendação de compra para as units da empresa, focando em investimentos de longo prazo. "Lembrando que essa não é a nossa preferência no setor", adverte Saravalle.
O preço-alvo da corretora é de R$ 26,50 para SANB11, o que representa um potencial de valorização de 40,95% com base na última cotação de fechamento. Fonte: SOCOPA
