terça-feira, 19 de abril de 2011

Aguardando a decisão do Copom, risco-País encerra estável aos 177 pontos

SÃO PAULO - O indicador de risco-País encerrou esta terça-feira (19) estável aos 177 pontos, refletindo a espera dos investidores pelo desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Esse encontro acontece em meio a um cenário de intensa pressão inflacionária na economia brasileira, e a expectativa é de que o Comitê decida promover um novo aumento da taxa básica de juro. Porém o tamanho desse aperto não é consensual.
Chamando ainda mais atenção aos rumos da política monetária do País, a sessão foi marcada por dados inflacionários no front interno, a começar pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), que apontou novo aumento de inflação ao marcar taxa de 0,61%. Por outro lado, o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) registrou inflação de 0,55% na segunda prévia de abril, taxa 0,04 ponto percentual menor do que a registrada no mesmo período do mês anterior. 
Nesta terça-feira, também mexeu com o mercado de renda fixa brasileiro o resultado do programa de aquisição de títulos públicos pela internet do Tesouro Nacional em março. O volume financeiro vendido no Tesouro Direto totalizou R$ 317,24 milhões, 31,4% maior que no mês anterior. Em março, 5.402 novos investidores se cadastraram no programa. Desta forma, o total de investidores cadastros no Tesouro Direto atingiu 230.997, o que representa um incremento de 25,87% nos últimos 12 meses.

Agenda de indicadores dos EUA
Lá fora, o destaque na agenda de indicadores ficou por conta do setor de construção civil norte-americano, que superou as expectativas do mercado em março, com o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrando 549 mil no mês em questão, acima dos 520 mil imóveis esperados.

Enquanto isso, o Building Permits, que mensura o número de concessões de alvarás para a construção de novas casas, computou 594 mil permissões, alta em relação ao indicador de fevereiro, revisado para 534 mil.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa terça-feira em alta de 0,09% cotado a 134,95 centavos de dólar. 

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 177 pontos-base. 
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global. 

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.
Fonte: Socopa Corretora Paulista

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